sábado, 5 de março de 2011

demorei, mas, cheguei. foram apenas 65 anos.

 

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gostaria que voce lesse minhas matérias em meu blog= http://www.raimundojanuario.blogsp.com

DEMOREI, MAS CHEGUEI! FORAM APENAS 65 ANOS.

Meus amigos. Estou vivendo uma época de minha vida, na qual tenho tentado uma aproximação maior com DEUS, quer por orações, quer por participação mais acentuada pelos movimentos religiosos de minha igreja. Mas, o momento maior dessa vivência-contato, se fez presente mais recentemente, na espetacular e maravilhosa aceitação de meu jovem rebento em auxiliar as missas dominicais.Como disse, meu filho foi alçado ao altar para auxiliar a realização eucarística (ACÓLITO), e isto, para mim, foi um acontecimento maravilhoso e emocionante, e coube-me recepcionar mais este presente de DEUS em minha vida. Afora este precioso momento, muitos outros tenho vivido nestes últimos anos, mas, em nenhum outro, foi tão choroso pela alegria incontida, como se eu tivesse a sensação de minha alma sendo levada aos céus, senti uma leveza inimaginável, só perceptível a quem vivesse tal experimento. Mas, volto a dizer que estou próximo, a poucos dias de atingir a marca histórica de 65 anos de idade. Graças a DEUS! E como os vivi! Porém, amigos, por ter conseguido vivenciar esses 65 anos, parei no tempo e no espaço, para perceber que preciso estar mais perto de DEUS, e apesar de ignorar muitos outros chamados, sinto neste mometento, que chamou meu filho para estar O servindo no altar da fonte da vida, é o SEU mais novo alerta, me convidando para uma maior atenção à minha vida espiritual em relação a ÊLE. Por isso, escrevo desta forma, para avisar a todos que lêem meu blog, para entender que este meu momento especial, sirva de aviso a voces, e que possam envolver-se pelo mesmo  sentimento que hoje vivo, da necessidade urgente de estar mais perto de DEUS, porque não se sabe a nossa hora de nossa partida. Outro aspecto importante do reconhecimento desse sugestivo chamamento, cito um simplório, mas, esquecido e olvidado fato, agora entendido por mim, pois, a muito anos, vejo sempre muitos idosos nas igrejas, assíduos nas missas - diárias ou dominicais, cujas presenças, vislumbro o grande ensinamento de NOS CHAMAR PARA DEUS, e nunca percebemos. Vejam voces, como nunca percebi isso? Que sábias presenças, não! Pois bem, é esperteza deles, e nós, os ignorando-os, e os criticando! Falo desse modo, pois, é preciso lembrar que a vida em DEUS é eterna, e se não começarmos a nos preparar para essa vida, lá do alto, como será infinitamente desastrosa e terrificante, quão imensamente triste e dolorosa a nossa vida futura.Por assim dizer, asseguro, DEUS quer voce, então voce-amig(a)o, não precisa viver 65 anos como Eu, para entregar sua vida a DEUS e nem demorar tanto tempo para dar a DEUS o que é, e sempre foi Dêle - nossa vida! Fiquem com DEUS!até breve.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O AMOR ACONTECE

O AMOR começa de alguma forma desenhada pelas linhas escritas pelo destino de cada um. E como saber ou relembrar de como tudo começou? Ninguém sabe esse começo.Alguns aliam a um detalhe, um lugar, um ambiente de apresentação, e até fazem comemorações, sobre o dia e o lugar, voltam a ele, mas, o momento crucial - ninguém sabe porque não marcou, pois, esse sinal de inicio da descoberta do AMOR ninguém consegue perceber. Eu mesmo posso fazer inúmeras referência sobre meu DIA DO AMOR, mas, não posso precisar esse momento, porque, dele só lembro de um pequeníssimo detalhe, UM SORRISO. Lembro desse marco, desse sinal, porque acho que ele foi o único ponto que fixei entre o momento triste de abandono que me sentia e o prazer e alegria pós ele, que me deu novo tom e alento para a vida. Essa particula sinalizadora em que me fixei como ponto de partida para o que chamo AMOR e vai direto à uma pessoa, porque outros amores já se fazem presentes em minha vida. Preciso então separar as especialidades do AMOR. Esse AMOR que retrato, é o que deve ser um começo de vida entre um homem e uma mulher, AMOR da necessidade do contato carnal, da ausência que frustra, da noite sem o corpo aquecido e que respira ao lado, da companhia simples ainda que, só do vulto, do momento de que se faz presente ou que se faz de fuga para respirar, o respeito desse isolamento, porque seguro se está, que o outro respira consigo, esse sentido que se percebe saindo das entranhas, certeza de dentro, nada mais. É assim, que se vive a meu ver, o sentido exato da necessidade do outro, como ponto de afirmação dessa garantia de AMOR. Por certo de outros experimentos individuais se dirá que o AMOR é isso ou aquilo, começa assim ou de outro modo, cada qual declina sua informação ou vivência, me parecendo mais, que os sentimentos trazidos por interpretações poéticas, ou novelescas induzem a chegada dessa informação traslativa que se declara. Assim, é certo porém, cada qual tem seu momento de sinal de identificação do  AMOR, mas, o instante em que ELE dá a partida, ninguém se fixa, porque é tão simples e tão sem importância para aquele momento, que não se percebe, e quando nos apercebemos, já estamos enredados pelo AMOR, avolumado por uma torrente de paixão e desejos, que nos sacode e nos tira do sério. Tal efusão        nos deixa desorientados, Mas, o que EU queria dizer sobre esse momento tão imperceptível e que nos marca fortemente no AMOR, é que ele cai no esquecimento logo que acontece, por isso, não prestamos atenção nele. VOCE SABE  OU LEMBRA SEU MOMENTO? comente meu blog. um abraço, ate breve.
O AMOR começa de alguma forma desenhada pelas linhas escritas pelo destino de cada um. E como saber ou relembrar de como tudo começou? Ninguém sabe esse começo.Alguns aliam a um detalhe, um lugar, um ambiente apresentação, e até fazem comemorações,sobre o dia e o lugar, voltam a ele, mas, o momento crucial - ninguém sabe porque não marcou, pois, esse sinal de inicio da descoberta do AMOR ninguém consegue perceber. Eu mesmo posso fazer inúmeras referência sobre meu DIA DO AMOR, mas, não posso precisar esse momento, porque, dele só lembro de um pequeníssimo detalhe, UM SORRISO. Lembro desse marco, desse sinal, porque acho que ele foi o único ponto que fixei entre o momento triste de abandono que me sentia e o prazer e alegria pós ele, que me deu novo tom e alento para a vida. Essa particula sinalizadora em que me fixei como ponto de partida para o que chamo AMOR e vai direto à uma pessoa, porque outros amores já se fazem presentes em minha vida. Preciso então separar as especialidades do AMOR. Esse AMOR que retrato, é o que deve ser um começo de vida entre um homem e uma mulher, AMOR da necessidade do contato carnal, da ausência que frustra, da noite sem o corpo aquecido e que respira ao lado, da companhia simples ainda que, só do vulto, do momento de se faz presente ou que se faz de fuga para respirar, o respeito desse isolamento porque seguro se está que o outro respira consi

sábado, 4 de dezembro de 2010

LONGA PARALIZAÇÃO

Muito bem, meus amigos e leitores, volto a escrever após longo período, em que vivi momentos de completo desânimo, e muito ocupado com uma série de processos com prazos e cumprimento de obrigações sobrepostas, sem que Eu pudesse, me envolver com qualquer assunto, principalmente, nessa fase de turbulência eleitoral recém - vivida, em nosso País. Agora,  terminando o ano de 2010, e quase no recesso de fim de ano, voltei a escrever. Mas, hoje tão somente quero falar desse hiato longo, as causas que me fizeram parar de escrever, momentos que vivi pesando e avaliando se valia a pena escrever, e para quem escrevo, e quais os efeitos dessa minha contribuição, e se, principalmente, meus argumentos, conhecimentos e estudos, valeram de alguma coisa a alguém, ainda que seja, apenas a uma pessoa. Digo isto porque, se consigo me fazer entender a alguém ou a algumas pessoas, me dou por satisfeito,  pois, realmente me fiz entender, e assim, me convenço que minha mensagem, cujo propósito, enfim, é de dar uma nova idéia na concepção e análise dos objetivos de meus comentários e críticas, fico feliz e realizado. Falei e abri discussão a respeito do que entendi sobre Leis e Projetos, fiz severas críticas a respeito de normas e interpretações, caminhei na direção oposta de alguns aplicadores das leis, mostrei pontos de minhas divergências, e enfim, manifestei minhas contrariedades, mas, sempre com  o propósito de tentar ser lido e ouvido, em minhas ponderações, sempre com alvo a dar novas idéias e medidas para o bem de todos. Pois bem! Nesse passo, e por este momento, desejo oportunamente, enviar meus votos de que todos tenham um Grande e Santo Natal, e um próspero Ano Novo, muito embora, já temos à proximidade de medidas econômicas restritivas e  de maior sacrifício para a população, como já se anunciam pelos meios comunicativos. Aliás, como era de se esperar, à vista do resultado eleitoral, em que, passaremos a ser comandados por uma Presidente, advinda do seio Petista, achada do nada, sem qualquer experiência política-administrativa. Já se anunciam os reflexos de uma economia sacrificante para o Povo, que continua seguidamente prostrado, ante a escabrosidade de impostos e taxas, que nos faz, País líder nesse tido de pagamento e obrigação. Já produzi matéria a respeito da intensidade absurda de impostos a que somos "IMPOSTOS A PAGAR". Acreditei e sonhei que, a linha a ser seguida por uma "revolucionária" presidente poderia ser por decreto, a extinção de todos os impostos e resumidos num só. IMPOSTO ÚNICO. Talvez assim, o POVO aprendesse a "declarar" honestamente seus ganhos e lucros, oferecendo por espontaneidade 30 ou 40% de seus ganhos, mensalmente. Acredito que, o Governo não perderia em nada, ao contrário, teria com certeza, maior fidelidade de seus contribuintes, e ao tempo em que, passaria a adotar uma política mais consciente, sem os subornos e corrupções, que deram origem ao enlameamento da moral política, levada ao caos, repercutindo no mundo inteiro. Mas, muitos novos eleitos, que encaminhem propostas de modificação e ou cassação desses excessivos impostos, muitos até, por sua falta de aplicabilidade direta e objetiva, caem desencontradamente no campo daquelas obrigações de pagamento, que critico com ferrenho descontentamento. Tal imposto, é tão absurdo quanto o ex-CPMF - que pode até voltar sob a regência da nova Presidente, já que, Ela é adepta desse imposto, que entende por ele, cobrir alguns rombos nas finanças da nação. Amigos não é preciso ser financista e nem entender muito do mundo financeiro, para vislumbrar tal perigo, pois, desde que, foi colocado na periferia do mundo dos impostos, o CPMF está aí, à beira do chamamento e da nova integração ao mundo financeiro do País. Mas, volto aqui, ao imposto que me referia o IPVA. Vejam amigos, que o objetivo direto da criação desse  imposto, há muitos anos atrás,  visava a construção e manutenção de nossas estradas no País inteiro. É simplesmente brutal o recolhimento. São muitos milhões de reais. Dá para acreditar que não temos uma estrada bem conservada com os recursos desse imposto? Incrível não é? Pois bem, as melhores e mais bem construídas e conservadas estradas, estão nas mãos de empresas terceirizadas, arrendadas pelo Governo, e nós pagamos o pedágio. Como se vê, nós acabamos por pagar DOIS IMPOSTOS. Não há como entender isso. Então, porque não se devolve ou elimina o IPVA. Porque dessa bi-tributação ao Povo. Lhes digo isso, porque pago como todo mundo o IPVA e pago PEDÁGIO nas muitas viagens que faço, pelas estradas do Estado e do País. Será meus amigos que os nossos políticos não vêem esses fatos? E, porque, não nos defendem! Os elegemos para isso. Caramba, estamos falando de um só imposto, de um rosário deles. Mas, vou deixar voces pensarem sobre este especificamente, pois, tenho uma idéia e uma proposta jurídica, para atacar esta situação, quem sabe não nos direciona a um resultado positivo. Voltarei a este assunto, mais tarde. bem, por ora, envio meu abraço a todos, e renovo os meus votos a voces, de Um Feliz Natal e Bom Ano Novo. Raimundo Januário

domingo, 1 de agosto de 2010

O PORQUE DA BUSCA A DEUS

Meus queridos amigos, que me prestigiam lendo e comentando em visita a meu blog, hoje, domingo dia que consagro a DEUS, sempre após ter cumprido meu preceito dominical, comparecendo ao templo consagrado a DEUS, para AGRADECER, e renovar sempre meus pedidos de AJUDA. Como todos sabem e têm conhecimento, só tenho sucesso na minha vida profissional e pessoal. Nada do que me foi dado nesta  minha vida terrena, posso reclamar,  por certo tudo isso, devo  unica e exclusivamente a DEUS, que sempre me atende e me provê nas horas mais dificeis de minha vida, na visão da vivência mundana. Estranho, que alguns de meus amigos, mais particularmente aqueles que vivem ou viveram muito tempo ao meu lado, não observem essa minha vida de sucesso e felicidade, cuja alegria refletiva demonstro com tamanha naturalidade que chegam até comentar, mas, infelizmente, não sei por qual razão, sequer me perquirem de onde tiro tanta alegria e força, para mesmo nas adversidades naturais e corriqueiras, me apresentar sempre alegre e expressivamente feliz. Daí, que hoje, me lembrei dessas pessoas, que direta e indiretamente pertencem a minha vida, porque faço parte deles e eles partes de mim. E, porque lembrei deles? Estando no Santuário assistindo a missa dominical, ouvimos a letra do evangelho de hoje, escrito pelo evangelhista LUCAS, que tem como fundamento o questionamento de alguém a JESUS, pedindo-lhe que ordenasse ao irmão dele, que dividisse a herança consigo.JESUS na sua sabedoria divina, expõe por parábola que um homem rico, após colher uma supersafra, não tinha como guardá-la, e assim, construiu enormes celeiros e as guardou, ficando satisfeito porque, poderia comer, beber e gozar por muitos anos seus bens amealhados.No entanto, ficou esquecido por aquele homem, que sua vida, de repente, poderia vir lhe faltar, e aí? Como iria aproveitar tais bens, se morrera naquele momento? E, porque lembrei dos meus amigos. Porque essa parábola, fala especificamente disso, e nesse sentido. Amealhar bens, que não podem ser gozados na vida eterna. Os bens materiais que se persegue aqui na vida terrena, não nos poderão acompanhar na outra vida, a efetiva VIDA que DEUS nos reservou. Assim, eu vos dou carinho, atenção, amizade, amor, alegria, porque efetivamente esses tesouros, nós poderemos gozar na vida eterna, porque lá, DEUS só permite ingressar nos céus, aqueles que efetivamente conquistaram esses bens, podemos dizer até mesmo, esse INGRESSO, cujo titulo é expresso: AMOR AO PROXIMO. Porque, se a morte nos vier surpreender num repente, nada teremos que nos lamentar, ao contrário, temos um tesouro a levar porque cumprimos o mandamento divino, e levamos na nossa bagagem muitos frutos de amor ao próximo. Por isso, amigos que me leêm, lembrem-se: ao me verem rindo, feliz, sempre de bem com a vida, é porque, a cada domingo, peço a DEUS que me renove a face e que meus irmãos só me vejam alegre e irradiando felicidade, para que todos se sintam contagiados e felizes, desenvolvendo seus trabalhos naturalmente e de modo que honrem seus compromissos sem qualquer gesto de agressão, mas, serenos e transmissores dessa Paz. Assim, sabemos que melhoraremos nossa vida pessoal e aumentando o circulo de fraternidade. Se tornarmos hábito diário darmos bom dia a qualquer pessoa que virmos pela frente, emitindo um sorriso, já daremos um grande passo para ampliarmos o sentido da fraternidade, e que nos custa tão pouco. Essa doação tão simploria, e aparentemente insignificante, oferecida ao irmão em CRISTO, indiscriminadamente, se torna uma conquista que na vida eterna, ser-lhe-á computada a seu favor. Sorrir é uma dádiva de DEUS, e fazer o irmão sorrir torna-se um prêmio - tesouro, que certamente, no ajuste de contas na vida eterna, te permitirá ver DEUS face a face. Quem não quer isso? Vejam voces, que ficamos tão preocupados na conquista de bens materiais, que esquecemos de doar aos irmãos, tesouros tão significativos, que podemos dá-los, sem qualquer esforço, ao contrário, de tão simples, que sequer lembramos. Engraçado é que a todo instante falamos que RIR é o melhor remédio! Rico ri atoa! E, por ai vai... Mas, sorrir para irmão ao dar um bom dia, faz tão bem ao proximo! e por certo irás receber não mais que o proprio sorriso. Por isso, ao ouvir as explicações sobre a palavra sagrada, tive a idéia de escrever sobre o assunto e iniciar uma CAMPANHA, e gostaria que divulgassem cada um para o outro, lançando em seus emails, e até , se assim desejarem, colar ou copiar essa nossa escrita. Vamos espalhar com sentimento fraterno e de amor ao próximo. Vamos dar bom dia, com amor e carinho ao irmão. Seja aonde for e a quem for. Não fiquemos estreitados à nossos familiares, mas, quanto mais estranho ou desconhecido melhor!  - DOE SEU SORRISO AO PROXIMO. Com seus BOM DIA, BOA TARDE, e BOA NOITE, verás como surte efeito felicidade. Um sorriso, é uma demonstração de amor ao próximo. Se começarmos agir assim, não só nos faremos mais felizes e como também faremos nosso proximo, mais amorosos conosco, proque a troca de sorrisos é uma gentileza reciproca, automática, uma verdadeira massagem em nosso coração. Portanto, vamos lá, comece já! DOE SEU SORRISO AO PROXIMO E VIVA MAIS FELIZ. Essa é uma prova de amor ao proximo. Fiquem com DEUS e que Êle nos abençoe a todos. raimundo januario.

terça-feira, 29 de junho de 2010

DO MEU AMOR PARA O MEU AMOR

MINHAS ÚLTIMAS LÁGRIMAS




Levei anos e anos tentando encontrar paz para minh’alma, e nessa busca incessante sofri muito com percalços que me vi obrigado a superar. A brandura tão sonhada, descobri que dura pouco, ou quase tanto quanto um suspiro apenas. Quantas ilusões perdidas e sepultadas em seguidos instantes. Quantos sonhos soterrados por apenas um ato, sem misericórdia, pisados e massacrados vejo desfilar por trás de mim, sem que os possa alcançar e tentar recuperá-los. Vã doidice de meu ego, morto, por agora águas passadas, me levam à dor e o sofrimento da saudade. Cai por devaneios, me sinto jogado ao solo e sem forças para me levantar. Caído fiquei e prostrado não posso me lamentar, pois, estou sozinho no esquecimento causado pela derradeira oportunidade de ser feliz. Sou desgostado por quem gostei, porque traído que fui pela minha própria ilusão, causando impacto de dor, visceralmente sentida, cuja latência não me permite sequer força para chorá-la. Sempre ouvi dizer que o amor constrói, mas, acho que a parafasia não deu tom adequado, ou deixou-se terminar em si mesmo. Talvez a doce ilusão de uma paixão, ou de querimento, quem sabe, não resultou no degrau da escada do amor, e perdeu-se por ali mesmo, na volúpia dos desejos, apenas, clareando por algum tempo a idéia da existência dele. Quantos momentos lindos e maravilhosos integram a essa objetividade. Encantamentos, digo eu. Mas, nada se compara com o amor solitário. Aquele dadivoso, crença e afirmação, de ser único quem sabe sempre destinado a quem não está próprio para recebê-lo. Assim, como o açoite escravo, que bate sem ter razão, esfola sem motivação, arrepia a tez, encaroçando-a até brotar gotas de sangue, dando aquele amargo que vem à boca. Conspiração das entranhas, mal súbito. O Coração se rebela, pulula cada vez mais, assim que se vai de encontro com a natureza daquele outro ser, que seria o alvo de toda grandeza do amor esperado. Qual o quê! Diriam alguns.Quem você pensa que é, para querer desejos a mais que os outros*. Porque, te abriste tanto assim, e, agora, despojado daqueles sonhos, resta caído, impiedosamente doente do corpo e da alma. Não há como negar, que a expressão cantada “foi um rio que passou pela minha vida”, dá o tom exato da mancha que resta do passado. Tudo se acresce neste momento. O Saldo não está só na dor, mas, em muitas outras pendências, que como, rabiolas penduradas no ego, balançam entre os olhos da imaginação. Creio que ainda, não se chegou ao fim, pois, há ainda esperança derradeira, quem sabe numa retomada, de alguma coisa que começou algum dia, em tempos atrás. Voltar às trilhas antigas, não é sinal de fraqueza, mas, de reconhecimento de estudos para fazer novo traçado para aquilo que não deu certo, por ter sido escolhida a via errada. Volto a dizer, existe o amor, e o amor existe! Ele está tão perto, que às vezes não sentimos seu bafejar, sua proximidade, e sua aparência, dependem apenas, de ajustarmos as coisas, e as pessoas. Coloca-las no lugar de onde jamais deveriam ter sido tiradas, porque estas “pedras” são irremovíveis, seus limos, as põem singularmente eternizadas e fadadas a ter só seu lugar. A vã tentativa de deslocá-las traz momentos de dores e angústias, traumas e sofrimentos. Aprendi que jamais se devem legar ao esquecimento tais induções, mesmo que aqueles, ainda que por gesto de amor assim proceda irá por certo, matar suas doces ilusões, o sonho de cada qual, cujo contexto, só aquele ego pode saber executá-lo ou exprimi-lo. Mesmo àqueles que se amam, pensa diferentemente, a simbologia de “alma gêmea” é puro sofisma. Do meu saber de vida tenho que a tolerância, a caridade e a generosidade fazem interação direta com o amor; penso que são peças importantes, ou parte dele, e quando algum desse foge ao colóquio das almas, rompe-se o mais sublime elo da ligação, e, cai-se para a divergência e ou desencontro, fazendo autêntico látego aos egos. Não pensem que sai desse flagelo, acoitado que ainda estou, pelo desengano, dor imensurável de meu próprio equivoco, por não ter antes entendido almas de natureza diversa da minha. Pago preço maior, pois, estendi uma grande semeação sobre terra infértil, despreparada para o ambiente e lugar onde sobreviveriam, mas, mesmo assim, fui pequeno demais para dar aqueles vôos maiores, arcabouço aquilo que sonharam, muito embora, não desejo exprimir outro sentimento que não de perdão. Sei agora o quanto vale o “perdão por amor”. Erros de uso inadequado. Consolidação de equívocos pelas normas de conduta e de aparência. Erros de transmissão e de adaptação. Tudo porque, na verdade não se cultivou a caridade e a tolerância, por absoluta falta de generosidade das almas envolvidas. Amargo fim, de rompimento, mas, fica a esperança de voltar-se ao ponto de onde nunca se deveria ter saído, porque ali, de pouco em pouco iria sim, se construir um castelo mais forte, sobre a rocha do amor, sem a fantasia do inesperado e do bucólico e do enigmático sistema de outras paragens, sem o devido fundo de cobertura a propiciar a resistência do novo lugar. Almas não “tão gêmeas”, ainda assim por esforço generoso das partes podem dar certo. É imperiosa a abertura da alma, e renuncia ao ego, numa intermitente dedicação, sabendo-se de antemão, que se trata de incansável serviço de doação pessoal. Por isso, minhas últimas lágrimas ao que foi e ao que esperava. Não posso negar que tentei dar minha contribuição para que essa minha alma fora de mim, fosse atendida nos meus limites de frágil pessoa, sofrida e angustiada para tentar em última e derradeira instância conhecer o estreito caminho da felicidade, mas, choro de pensar, que ela esteve bem perto de mim, e não pude abraçá-la e retê-la como coisa minha, porque ainda, como disse antes, não tive forças e sustentáculo para tal. Levo minhas últimas lágrimas, como se tivesse sepultando meus sonhos, os quais, enterro para sempre.-